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quarta-feira, 24 de abril de 2019

O TRABALHO



   Conta-se...
        que durante a construção da Catedral de Notre Dame, na França, um visitante da obra se deparou com dois pedreiros assentando tijolos. A produção de um era visivelmente superior ao do outro. Então, o visitante, dirigiu-se aos dois pedreiros perguntou:  
   - O que vocês estão fazendo? 
   O primeiro, rispidamente, respondeu: 
   - Você não está vendo? Estou assentando tijolos. 
   O segundo, demonstrando alegria e satisfação, respondeu:
   - Eu estou construindo uma Catedral !        

 "Que o teu orgulho e objetivo consistam em por em teu trabalho algo que se assemelhe a um milagre" (Leonardo da Vinci)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017


"Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares.
Parecem ter medo da polícia...
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E têm o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam..."

Fernando Pessoa

domingo, 17 de abril de 2016

Arquitetura Moderna



Conheça as características da arquitetura moderna nessa obra 
de Le Cobusier




quarta-feira, 23 de março de 2016

sábado, 3 de janeiro de 2015

O mistério da poesia 

                                      (Rubem Braga)


“Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: ‘Trabajar era bueno en el sur… Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos’.
E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.
O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram. Lembro-me delas às vezes, numa viagem; quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê.
Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.
De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não é apenas do sentido. Se ele dissesse: ‘Era bueno trabajar en el sur’ não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinito do verbo ‘cortar’ e do verbo ‘hacer’ usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo; ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito como os elementos mais simples: ‘trabajar, era bueno, sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos’.
Isso me lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua:
‘A grande dor das coisas que passaram’.
Talvez o que impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano a idéia da canoa é também um motivo de emoção.
Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de uma grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa ‘necessidade aborrecida’ de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.
Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas modernos que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem mais profundas…”.
Rubem Braga
Fevereiro, 1949

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Mané Garrincha Estádio Nacional de Brasília (2,5 MW)

O novo estádio de futebol Mané Garrincha, com capacidade para 70.000 espectadores, tem um sistema solar fotovoltaico de 2,5 MW instalados no perímetro da cobertura do estádio. Outros destaques em termos de eficiência de instalações desportivas, que foram construídos com um investimento de € 300.000.000 , incluindo um sistema de recolha de água da chuva para reutilização, bem como um sistema de iluminação LED .
O estádio de futebol, que substituiu o antigo Mané Garrincha Brasília Stadium, inaugurado em Maio de 2013 e vai sediar uma série de jogos durante a Copa do Mundo de 2014, assim como sediará vários eventos durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.
este
estádio de energia solar (6)
(Com informações da UPSOCL )

quinta-feira, 15 de maio de 2014


    

Hoje, 15/05/2014 às 14:30, o conjunto arquitetônico Casa grande e tulha da antiga Chácara do Paraíso das Campinas Velhas, é tombado definitivamente pelo Instituto
 do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em Brasília. Este era um desejo de Antonio da Costa Santos que se realiza. É um reconhecimento pelo seu trabalho enquanto arquiteto preservacionista da memória arquitetônica brasileira.

sábado, 22 de março de 2014

             
Tão inspiradora essa pintura! Mas, ela me fez pensar que 126 anos não são nada. Parece ser, apenas, a visão do interior de um restaurante no qual almoçamos ainda agorinha, ou um restaurante pronto para uma festa de casamento.


Vincent Van Gogh - Interior of Restaurant, 1887. Oil on canvas, 56.5 x 45.5 cm. Rijksmuseum Kröller-Müller, Otterlo, Netherlands

sábado, 19 de outubro de 2013





                   Brasília, Sinfonia  Da  Alvorada 
No príncipio era o ermo
Eram antigas solidões sem mágoa.
O altiplano, o infinito descampado
No princípio era o agreste:
O céu azul, a terra vermelho-pungente
E o verde triste do cerrado.
Eram antigas solidões banhadas
De mansos rios inocentes
Por entre as matas recortadas.
Não havia ninguém. A solidão
Mais parecia um povo inexistente
Dizendo coisas sobre nada.
Sim, os campos sem alma
Pareciam falar, e a voz que vinha
Das grandes extensões, dos fundões crepusculares
Nem parecia mais ouvir os passos
Dos velhos bandeirantes, os rudes pioneiros
Que, em busca de ouro e diamantes,
Ecoando as quebradas com o tiro de suas armas,
A tristeza de seus gritos e o tropel
De sua violência contra o índio, estendiam
As fronteiras da pátria muito além do limite dos tratados.
- Fernão Dias, Anhanguera, Borba Gato,
Vós fostes os heróis das primeiras marchas para o oeste,
Da conquista do agreste
E da grande planície ensimesmada!
Mas passastes. E da confluência
Das três grandes bacias
Dos três gigantes milenares:
Amazonas, São Francisco, Rio da Prata ;
Do novo teto do mundo, do planalto iluminado
Partiram também as velhas tribos malferidas
E as feras aterradas.
E só ficaram as solidões sem mágoa
O sem-termo, o infinito descampado
Onde, nos campos gerais do fim do dia
Se ouvia o grito da perdiz
A que respondia nos estirões de mata à beira dos rios
O pio melancólico do jaó.
E vinha a noite. Nas campinas celestes
Rebrilhavam mais próximas as estrelas
E o Cruzeiro do Sul resplandecente
Parecia destinado
A ser plantado em terra brasileira:
A Grande Cruz alçada
Sobre a noturna mata do cerrado
Para abençoar o novo bandeirante
O desbravador ousado
O ser de conquista
O Homem!
II / O HOMEM
Sim, era o Homem,
Era finalmente, e definitivamente, o Homem.
Viera para ficar. Tinha nos olhos
A força de um propósito: permanecer, vencer as solidões
E os horizontes, desbravar e criar, fundar
E erguer. Suas mãos
Já não traziam outras armas
Que as do trabalho em paz. Sim,
Era finalmente o Homem: o Fundador. Trazia no rosto
A antiga determinação dos bandeirantes,
Mas já não eram o ouro e os diamantes o objeto
De sua cobiça. Olhou tranqüilo o sol
Crepuscular, a iluminar em sua fuga para a noite
Os soturnos monstros e feras do poente.
Depois mirou as estrelas, a luzirem
Na imensa abóbada suspensa
Pelas invisíveis colunas da treva.
Sim, era o Homem...
Vinha de longe, através de muitas solidões,
Lenta, penosamente. Sofria ainda da penúria
Dos caminhos, da dolência dos desertos,
Do cansaço das matas enredadas
A se entredevorarem na luta subterrânea
De suas raízes gigantescas e no abraço uníssono
De seus ramos. Mas agora
Viera para ficar. Seus pés plantaram-se
Na terra vermelha do altiplano. Seu olhar
Descortinou as grandes extensões sem mágoa
No círculo infinito do horizonte. Seu peito
Encheu-se do ar puro do cerrado. Sim, ele plantaria
No deserto uma cidade muita branca e muito pura...
Citação de Oscar Niemeyer
- "... como uma flor naquela terra agreste e solitária…"
- Uma cidade erguida em plena solidão do descampado.
Niemeyer
- " ... como uma mensagem permanente de graça e poesia..."
- Uma cidade que ao sol vestisse um vestido de noivado
Niemeyer
- " ... em que a arquitetura se destacasse branca, como que flutuando na imensa escuridão do planalto..."
- Uma cidade que de dia trabalhasse alegremente
Niemeyer
- "…numa atmosfera de digna monumentalidade..."
- E à noite, nas horas do langor e da saudade
Niemeyer
- " ... numa luminação feérica e dramática..."
- Dormisse num Palácio de Alvorada!
Niemeyer
- " ... uma cidade de homens felizes, homens que sintam a vida em toda a sua plenitude, em toda a sua fragilidade; homens que compreendam o valor das coisas puras..."
- E que fosse como a imagem do Cruzeiro
No coração da pátria derramada.
Citação de Lucio Costa
- "…nascida do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos que se cruzam em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz."
III / A CHEGADA DOS CANDANGOS
Tratava-se agora de construir: e construir um ritmo novo.
Para tanto, era necessário convocar todas as forças vivas da Nação, todos os homens que, com vontade de trabalhar e confiança no futuro, pudessem erguer, num tempo novo, um novo Tempo.
E, à grande convocação que conclamava o povo para a gigantesca tarefa começaram a chegar de todos os cantos da imensa pátria os trabalhadores: os homens simples e quietos, com pés de raiz, rostos de couro e mãos de pedra, e que, no calcanho, em carro de boi, em lombo de burro, em paus-de-arara, por todas as formas possíveis e imagináveis, começaram a chegar de todos os lados da imensa pátria, sobretudo do Norte; forarn chegando do Grande Norte, do Meio Norte e do Nordeste, em sua simples e áspera doçura; foram chegando em grandes levas do Grande Leste, da Zona da Mata, do Centro-Oeste e do Grande Sul; foram chegando em sua mudez cheia de esperança, muitas vezes deixando para trás mulheres e filhos a aguardar suas promessas de melhores dias; foram chegando de tantos povoados, tantas cidades cujos nomes pareciam cantar saudades aos seus ouvidos, dentro dos antigos ritmos da imensa pátria...
Dois locutores alternados
- Boa Viagem! Boca do Acre! Água Branca! Vargem Alta! Amargosa! Xique-Xique! Cruz das Almas! Areia Branca! Limoeiro! Afogados! Morenos! Angelim! Tamboril! Palmares! Taperoá! Triunfo! Aurora! Campanário! Águas Belas! Passagem Franca! Bom Conselho! Brumado! Pedra Azul! Diamantina! Capelinha! Capão Bonito! Campinas! Canoinhas! Porto Belo! Passo Fundo!
Locutor no 1
- Cruz Alta...
Locutor no 2
- Que foram chegando de todos os lados da imensa pátria...
Locutor no 1
- Para construir uma cidade branca e pura...
Locutor n 2
- Uma cidade de homens felizes...
IV / O TRABALHO E A CONSTRUÇÃO
- Foi necessário muito mais que engenho, tenacidade e invenção. Foi necessário 1 milhão de metros cúbicos de concreto, e foram necessárias 100 mil toneladas de ferro redondo, e foram necessários milhares e milhares de sacos de cimento, e 500 mil metros cúbicos de areia, e 2 mil quilômetros de fios.
- E 1 milhão de metros cúbicos de brita foi necessário, e quatrocentos quilômetros de laminados, e toneladas e toneladas de madeira foram necessárias. E 60 mil operários! Foram necessários 60 mil trabalhadores vindos de todos os cantos da imensa pátria, sobretudo do Norte! 60 mil candangos foram necessários para desbastar, cavar, estaquear, cortar, serrar, pregar, soldar, empurrar, cimentar, aplainar, polir, erguer as brancas empenas...
- Ah, as empenas brancas! -
- Como penas brancas...
- Ah, as grandes estruturas!
- Tão leves, tão puras...
Como se tivessem sido depositadas de manso por mãos de anjo na terra vermelho-pungente do planalto, em meio à música inflexível, à música lancinante, à música matemática do trabalho humano em progressão ...
O trabalho humano que anuncia que a sorte está lançada e a ação é irreversível.
Cantochão
E ao crespúsculo, findo o labor do dia, as rudes mãos vazias de trabalho e os olhos cheios de horizontes que não têm fim, partem os trabalhadores para o descanso, na saudade de seus lares tão distantes e de suas mulheres tão ausentes. O canto com que entristecem ainda mais o sol-das-almas a morrer nas antigas solidões parece chamar as companheiras que se deixaram ficar para trás, à espera de melhores dias; que se deixaram ficar na moldura de uma porta, onde devem permanecer ainda, as mãos cheias de amor e os olhos cheios de horizontes que não têm fim. Que se deixaram ficar muitas terras além, muitas serras além, na esperança de um dia, ao lado de seus homens, poderem participar também da vida da cidade nascendo em comunhão com as estrelas. Que viram, uma manhã, partir os companheiros em busca do trabalho com que lhes dar uma pequena felicidade que não possuem, um pequeno nada com que poder sentir brilhar o futuro no olhar de seus filhos. Esse mesmo trabalho que agora, findo o labor do dia, encaminha os trabalhadores em bando para a grande e fundamental solidão da noite que cai sobre o planalto…
" Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantávele uma confiança sem limites no seu grande destino."
(Brasília, 2 de outubro de 1956)
Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira
V / CORAL
I II III
Coro Coro Coro
Masculino Masculino Misto
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
BRASIL! BRASIL! BRASIL!
VI
Terra de sol
Terra de luz
Terra que guarda no céu
A brilhar o sinal de uma cruz
Terra de luz
Terra-esperança, promessa
De um mundo de paz e de amor
Terra de irmãos
Ó alma brasileira ...
... Alma brasileira ...
Terra-poesia de canções e de perdão
Terra que um dia encontrou seu coração

segunda-feira, 24 de junho de 2013

domingo, 3 de março de 2013



     Em 2011, durante a reforma de um vazamento no Congresso Nacional, inscrições à lápis foram descobertas na laje do Salão Verde, da Câmara dos Deputados.

Os textos, de 1.959, são de trabalhadores da construção civil que falam de amor e esperança. “Que os homens de amanhã que aqui vierem tenham compaixão dos nossos filhos e que a lei se cumpra”, escreveu o operário José Silva Guerra em 22 de abril. 
Outra mensagem diz: “Só temos uma esperança: nos brasileiros de amanhã” e ainda outra “Amor palavra sublime que domina qualquer ser humano” e outra “Saudade: palavra que nunca morre, quando morre fica arquivada no coração”. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PRÁ SEMPRE... OSCAR NIEMEYER

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

 
 
 
Morada
           Forfun

Faço de mim
Casa de sentimentos bons...
Onde a má fé não faz morada
E a maldade não se cria

Me cerco de boas intenções
E amigos de nobres corações
Que sopram e abrem portões
Com chave que não se copia

Observo a mim mesmo em silêncio
Porque é nele onde mais e melhor se diz
Me ensino a ser mais tolerante, não julgar ninguém
E com isso ser mais feliz

Sendo aquele que sempre traz amor
Sendo aquele que sempre traz sorrisos
E permanecendo tranquilo aonde for
Paciente, confiante, intuitivo

Faço de mim
Parte do segredo do universo
Junto à todas as outras coisas as quais
Admiro e converso

Preencho meu peito com luz
Alimento o corpo e a alma
Percebo que no não-possuir
Se encontram a paz e a calma

E sigo por aí viajante
Habitante de um lar sem muros
O passado eu deixei nesse instante
E com ele meus planos futuros
Pra seguir

Sendo aquele que sempre traz amor
Sendo aquele que sempre traz sorrisos
E permanecendo tranquilo aonde for
Paciente, confiante, intuitivo


Composição: Danilo Cutrim, Vitor Isensee,
                      Rodrigo Costa, Nicolas Fassano


sexta-feira, 13 de maio de 2011

imagens

Fotos atuais de obra realizada há 10 anos atrás

vitral ateliê Tom Geuer-filial Ribeirão Preto





Parte da fachada- A(o) pomba(o) gentilmente se posicionou para a foto


                                                               
                                                                                                                      Área da piscina

domingo, 13 de fevereiro de 2011

VARANDA DA MANHÃ



                                           CHEIRO DE RELVA
                                    toada  (José Fortuna/Dino Franco)

Como é bonito estender-se no verão as cortinas do sertão na varanda da manhã
Deixar entrar pedaços de madrugada e sobre a colcha azulada dorme calma a lua irmã


Cheiro de relva traz do campo a brisa mansa que nos faz sentir criança a embalar milhões de ninhos
a relva esconde as florzinhas orvalhadas quase sempre abandonadas nas encostas do caminho
a juriti madrugadeira da floresta com seu canto abre a festa revoando toda a selva
o rio manso caudaloso se agita parecendo achar bonita a terra cheia de relva.


O sol vermelho se esquenta e aparece, o vergel todo agradece pelos ninhos que abrigou
botões de ouro se desprendem de seus galhos, são as gotas de orvalho de uma noite que passou

Cheiro de relva traz do campo a brisa mansa que nos faz sentir criança a embalar milhões de ninhos
a relva esconde as florzinhas orvalhadas quase sempre abandonadas nas encostas do caminho
a juriti madrugadeira da floresta com seu canto abre a festa revoando toda a selva
o rio manso caudaloso se agita parecendo achar bonita a terra cheia de relva.


sábado, 22 de janeiro de 2011

Mudança

... E a obra recebe seus moradores, ... torna-se um lar

                 ANO NOVO - 01/JANEIRO/2011